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O 3º Comando, o 4º Poder e a 5ª Categoria.

qui, 18/03/10
por Arthur Muhlenberg |

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Ninguém é de ferro. Depois de ontem até o Urublog fica sem assunto. Aliás, a falta de assunto é o principal inimigo dos produtores jornalísticos e de entretenimento. Existe um dramático déficit de conteúdo que é um fenômeno mundial. Cada um dá seu jeito pra combater esse inimigo. Eu, por exemplo, vou dar uma descascadinha na imprensa. Sobre a qual Sir Walter Scott (o cara que escreveu Ivanhoé) disse o seguinte: “A imprensa será, nos séculos futuros, a ciência do bem e do mal”. Tenso, né?

Vamos logo deixando bem claro que desaprovo boicotes aos veículos de comunicação, blindagens do elenco e outras euriquices estranhas ao way of life rubro-negro. Como é fato comprovado que o rubro-negro não tem medo de morrer é evidente que no Flamengo não se pode temer a galerinha que se auto-intitula o 4º poder. A importância da imprensa livre pra manutenção do regime democrático é indiscutível, mas vamos combinar, não sei o que colocam no café de certas redações, mas neguim muitas vezes alopra.

Compartilho da opinião mais ortodoxa de que tudo que diz respeito ao Flamengo é noticia e merece ser impresso. Porque por mais nada a ver que seja o tema sempre vai ter um espírito de porco pra ler e achar legal. Afinal, a arco-íris safada também lê jornal e, estatisticamente falando, qualquer pauta antiflamenga sempre vai agradar. Mas está mais que evidente que tem uma porrada de editor de esportes que professa o cripto-tabloidismo, que o Vaticano coloca no mesmo bolo das heresias como o arianismo e os bogomilos.

Eu nem tenho nada contra os tablóides, até gosto bastante de jornal com foto de mulher gostosa na capa. Um dos problemas do cripto-tabloidismo é quando ele aparece de contrabando num jornal careta onde você lê sobre esportes e, por exemplo, procura um apê pra alugar ou a cotação do dólar. Tá certo que ninguém que ta querendo saber a cotação das verdinhas vai procurar num jornal com uma peituda na capa, o que quero dizer é que conteúdo tabloidesco em veículos ditos sérios solapam a credibilidade do mesmo. Então o outro problema do tabloidismo é de quem lê e acredita no que ta (geralmente mal) escrito. A pessoa tem que saber o que tá comprando.  A maioria dos jornais só tem serventia até meio-dia, depois disso só servem pra forrar gaiola de passarinho. E tem alguns que já saem da rotativa prontinhos pra embrulhar peixe.

Tão pegando geral no pé do AAdriano e do Love, isso é evidente. E os dois têm mais é que segurar o rojão mesmo, porque esse interesse doentio da patuléia por tudo que eles fizerem é uma parte inseparável do pacote ídolo popular. Um pacote pelo qual eles ralaram muito durante anos pra conseguir comprar. Se eles agora resolverem não falar mais com a imprensa e só aceitarem falar com jornalistas fofas e gatinhas como Patricia Poeta ou a Priscila Nocetti ta tudo certo. Tão no direito deles. Particularmente tenho o maior respeito pelos dois guerreiros, mas não estou nem um pouco interessado nas suas atividades sociais e nem na sua visão de mundo. Quero saber só do que eles fazem nos treinos e nos jogos.

Com a devida vênia a um pitaco acaciano sugiro ao nobres atacantes do Fuderosão que voltem a marcar gols. Façam gols! Não que isso vá sossegar o facho da galera da fofoca, de jeito nenhum. Mas se vocês estiverem fazendo o de vocês e o Mengão estiver ganhando, as fofocas entram por um ouvido e saem pelo outro. Temos todos o maior respeito pela imprensa, mas na real, se o Mengão ta ganhando nós não estamos nem aí pro que está escrito no jornal. Fazemos igual ao cavalo de parada militar e seguimos lindões na pista, cagando, andando e ainda sendo aplaudidos.

Se liguem que a mão que afaga e coloca os ídolos no pedestal é a mesma que manda pedra por qualquer coisinha. Domingo tem aquele jogo mixuruca contra um time mixuruca no estádio mixuruca pelo campeonato mixuruca. Excelente oportunidade pra acabar com a palhaçada, garantir a vaga na semi da Taça Rio e voltar toda a atenção para a competição que realmente importa. Temos 15 dias até o próximo compromisso continental, tempo mais que suficiente pra todos nossos popstars recuperarem a excelencia atlética e técnica e voltarem triunfalmente para o lugar nos jornais de onde nunca deviam ter saído. As páginas de esporte.

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Mengão Sempre

Derrota Desnecessária

qua, 17/03/10
por Arthur Muhlenberg |

Tão de Sacanagem?

Tão de Sacanagem?

Sei que o titulo do post ta ridículo, como se houvesse uma derrota maneira e necessária. Entretanto relevemos, foi uma derrota não catastrófica, que chega num momento da competição em que ninguém morre e nossas chances de classificação ainda são cristalinas. Mas não faz sentido ficar nem de oba-oba e nem tampouco de chororô. Vamos partir logo pra análise dessa droga de jogo.

Tá certo que todo time, por melhor que seja, até mesmo o Mengão, tem aquelas noites em que tudo dá errado. Existem situações em que tudo é colapso, tilts e apagões. O problema é que na Liberta uma noite macabra dessas sai caro demais. Olha só o saldo desse surto de bundalelê em Santiago em um jogo em que o empate seria um bom resultado: 3 pontos jogados no lixo, liderança perdida, Léo Moura baleado e uma pulga atrás da orelha de todos. Será que o Flamengo desaprendeu a jogar com 11?

Podemos começar a especular desde a logística adotada para a partida. Será que foi inteligente viajar no mesmo dia do jogo? O quanto isso pode ter influído no sofrível desempenho atlético de alguns amigos? E a estupenda pressão extra campo não pode ser desconsiderada. Tá certo que todo mundo na Gávea é ninja, mas não deve ser fácil pra ninguém jogar bola tranquilão sabendo que a 15ª DP, a Policia Civil e o FBI tão querendo trocar uma idéia contigo. Tive a impressão de que o Love sentiu e teve uma de suas piores atuações desde que chegou no Mengão. Do AAdriano nem falo nada, ta pesadão, sem ritmo e até mesmo sem força. Alguém tem que dizer pra ele que um jogador do nível dele não pode exibir cupim, que é aquela banhazinha atrás do pescoço. Quebra a firma legal. Não tem jeitinho, meus amigos, pra brilhar o Impera tem que treinar. Avisa lá.

Podemos também questionar a titularidade do filho de Kleber, que não ta jogando absolutamente porra nenhuma. E nessa cornetada o Andrade entra no bolo. Tava ali na beira do gramado o tempo todo vendo que o cara tava fora de jogo e atrapalhando o time, não havia motivos pra demorar tanto pra substituir. E já que começamos com a deduração vamos até o fim. Bruno, que no domingo foi herói, entregou a paçoca. Não acho que falhou no primeiro gol, porque o amiguinho lá subiu sozinho sem ninguém pra atrapalhar e o goleiro tem que sair mesmo. Mas no segundo, putzgrila, que peru. Fazer o quê? Nobru tem crédito e tenho certeza que vai melhorar.

Os malucos la jogaram limpo, sem porradaria, na bola. E o mais incrível, deram espaço pro Flamengo jogar, nem marcaram com muita severidade. Mas além de não sabermos aproveitar o espaço tivemos um péssimo desempenho técnico com a bola no pé. Foram 800 mil passes errados e muita lentidão na saída de bola. Em resumo, jogamos mal. E pagamos por isso com a derrota.

Ainda ta tranqüilo pra se classificar, mas a derrota foi vacilo. No segundo tempo, principalmente, o Mengão ficou de boca aberta vendo os caras ganharem todas as divididas, rebotes e corridas. A impressão é que faltou disposição. Isso é sério pra caramba e não pode se repetir sob pena de sepultar o sonho do Bi. Vamo se ligar, Flamengo, Libertadores não é Carioca.

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Mengão Sempre

Mengão Chegou Pra Chacoalhar

qua, 17/03/10
por Arthur Muhlenberg |

7E7

Olha o Saudoso Figueiredo Ali Atrás do Zicão.

Olha o Mengão Cheio de Graça na área, muchachos. É melhor se segurar porque hoje a poeira vai subir geral no Chile. Embaladão e em ótima fase, nos últimos 30 jogos só duas derrotas acidentais pra times pequenos (o extinto Barueri e o a caminho da extinção Foguinho), o Flamengo chega à trepidante Santiago liderando com tranqüilidade o seu grupo na Liberta e com tudo pra sair de lá já com a classificação para as oitavas garantidas. Nada de falsa modéstia, o grupo 8 é fraquinho mesmo e o Mengão tem mais é que colocar a sorte ao serviço da competência e acabar logo com a palhaçada sem maiores delongas.

O time já demonstrou na semana passada em Caracas que aprendeu a se portar em terras estranhas e que o Manto impõe respeito e temor onde quer que passe. Hoje, reforçado por Adriano e com Maldonado no banco não deve ter maiores dificuldades pra doutrinar. Eu vi La U jogando e não achei grande coisa. Taticamente primitivo o jogo dos caras se baseia em muita correria e chuveirinhos incessantes pra área pra ver se algum boneco de posto mete o chifre na bola. É, isso mesmo, a La U parecia o nosso contumaz freguês de Soldado Severiano, só que sem o Pai Joel de Cape Town. Convenhamos, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar e é preciso muito mais que isso pra vencer o Mengão Talibã. Domingo teremos a confirmação dessa teoria.

Ainda mais porque o elenco ta boladaço com a presepada orquestrada pela forças antiflamengas da arcoirizada sem vergonha e sem titulo. Geral já sabe que os alemão tão tudo formado pra tentar atrapalhar nossa vida. É jornalista, delegado, deputado, puliça, miliça e até um puxador de carroça com o cabelo tosco lá do Maranhão querendo tirar casquinha do Fuderosão e da nossa aparentemente inesgotável capacidade de fazer celebridades instantâneas. Mas se o objetivo dessa gente é só aparecer não seria mais fácil usarem as velhas e conhecidas técnicas da melancia no pescoço ou da tinta vermelha no apêndice caudal? Vai entender essa gente…

Nós sabemos que o Flamengo é isso mesmo, pressão constante e perrengue controlado. E nosso elenco parece que sabe disso também. O grupo ta blindado contra essas pessoas ruins e a cada novo pelasaco que aparece na pista nossos guerreiros se unem ainda mais. Não entendo o que passa na cabeça do alto comando da vacilação das hostes arcoiristas. Acho incrível que ainda não tenham percebido que ninguém vai derrubar o Mengão com esses artifícios extra campo. Por que será que ninguém tem coragem de tentar ganhar do Flamengo jogando bola? É medo, incompetência ou burrice? Provavelmente os 3 juntos.

Não importa, o que importa é que o Mengão, para supremo desespero de quem não fechou com o certo, cresce  na crise e está na pista, tranquilão,  rumo ao Bi da Libertadores. Vamo ver quem ri por último.

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Mengão Sempre

Tô Esperando Todo Mundo Lá!

ter, 16/03/10
por Arthur Muhlenberg |

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Mengão Sempre

Vagner Love Manda Bem Pra Caramba

ter, 16/03/10
por Arthur Muhlenberg |

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Em 1970 e uns quebrados, Pete Townshend, gênio que um dia será lembrado como Ludwig Van Beethoven e Amadeus Mozart, escreveu a ópera-rock Quadrophenia, uma espécie de obra pós-Tommy, o tal rapaz que não enxergava, não ouvia e não falava, uma parábola de uma juventude do pós-guerra, sem expressão, marginalizada, e que de repente é “libertada” por uma contracultura do fim dos anos 60, à base de ácido, maconha, bebida, sexo e revistinhas suecas. Quadrophenia, musicalmente, mostra um The Who mais amadurecido, ainda que Tommy tivesse no setlist alguns de seus eternos hits, como Pinball Wizard, Eyesight to the blind e We’re not gonna take it.

Em Quadrophenia, Jimmy, o personagem principal (bem descrito na magistral “Doctor Jimmy”) é apenas uma face de um esquizóide, uma esquizofrenia quádrupla, como diz o nome-trocadilho. O personagem Jimmy se mostra em quatro versões, todas elas reflexos dos mods farristas dos subúrbios de Londres: o cara de cintura dura, metido a machão, derivado do cantor Roger Daltrey, o mela-cueca inspirado no hoje falecido John Entwistle, o louco – como sempre – inspirado em Keith Moon, e o hipócrita, que Townshend baseia no seu próprio cinismo. Para o perfil cínico, Townshend comete uma das mais belas músicas da história do rock universal: Love reign over me.

Love reign on me é a resposta de Pete a sua própria hipocrisia. “Eu preciso de um drinque da mais pura água fria”, canta, ao fim da música. “Only Love/Can make it rain/The way the beach is kissed by the sea”, anuncia, no início. Somente Love pode fazer chover do jeito que o mar beija a praia, meus amigos.

600px-RAF_roundel.svgLove, que reina, não em mim, mas sobre nós, é a resposta não de Townshend, mas, 40 anos depois, é a resposta rubro-negra à hipocrisia que parece ter tomado conta de nossa grande imprensa e também de nossa pequena mentalidade. Reparem que, à maneira de um mod bagunceiro, Love é irascível porque confia em seu próprio poder. Tem o romantismo dos que desconhecem a própria mortalidade. Não é um quadri-esquizofrênico – muito pelo contrário. Como dá o sangue pelo Flamengo, como se esforça dentro de campo, não vê a necessidade do cinismo. Somente o amor que ele desperta no legítimo rubro-negro pode fazê-lo ter o poder de não mentir. De não ter frases feitas. De não invocar um Deus mais relativo do que absoluto. Love reina no camarote da avenida, e diz que está lá bebendo cerveja. Reina no baile do tráfico e admite, sim, tem gente armada, todos vocês sabem disto e para quê eu iria ser o hipócrita de negar?

Nunca fui grande fã e nem fui um dos defensores de sua contratação a qualquer custo. Mas a cada dia que passa o cara manda melhor. Além de jogar com muita raça e amor ao Manto Vagner Love tem se mostrado um rubro-negro de primeira categoria. Com papo sempre reto, sem adotar posturas politicamente corretas pra agradar à opinião púbica Vagner Love sempre manda a real sem ficar se protegendo atrás de Deus, a palavra mais vulgarizada pela boleirada profissional. E digo mais: até onde se sabe, mesmo bebendo sua cerveja ele nunca faltou ou se atrasou a um treino na Gávea.

O atual caso em que tentam enquadrar o artilheiro é sintomático: a Rocinha é pródiga em políticos, vereadores, deputados, gente do Executivo, filhos de gente rica, artistas, todos ali felizes. Um famoso rapper já apareceu em um documentário da TV inglesa com fuzis ao fundo, já teve até ministro no mesmo espaço ocupado pelos caras do “movimento” – tudo isto em nome do comício.

Vagner Love é sim, marginal. Mas porque está à margem desta sociedade quadri-esquizofrênica, que hora defende o romantismo do bandido, ora manda a polícia subir e executar sem julgamento. É marginal porque não fala no Deus que volta e meia está na boca dos que querem sempre 10 por cento – ou na boca de quem doa grana todo mês para pastores presos.

É marginal porque assume seus gostos, paixões, e não porque descumpre a lei.Vagner Love, em campo, é sim, mainstream, porque faz o que se espera de um jogador de futebol. Talvez vire alternativo, já que quase todos estão correndo da raia. Love, não: o time tá com 10? Vamos correr atrás com 10. No dia seguinte, é direito dele beber a cerveja que ele paga com dinheiro do próprio bolso. E é direito – e dever – dele  não MENTIR.

Talvez nós estejamos cada vez mais nos encaminhando para um sistema, uma sociedade, em que mentir seja necessário. Aí, o amor não reina. O que manda é a esquizofrenia dos julgamentos relativos e sem júri.

Love, reine sobre nós.

Gustavo de Almeida

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Mengão Sempre

O Flamengo Tem Que Abandonar o Campeonato Carioca

seg, 15/03/10
por Arthur Muhlenberg |

Molambo Revoltadão

Molambo Revoltadão

Alguém se surpreende com a postura adotada pela psicopata torcida do bacalhau após levar mais uma piaba do Mengão? Dizem os recém coitados que o juiz roubou, que jogaram melhor, que o jogo não valia nada, que o Dodô se esqueceu de tomar o café, entre outras patetices da mesma matriz chororôresca que tão bem conhecemos. Ou então são aquelas impagáveis ucronias do tipo “se o Willians tivesse sido expulso, se não tivesse chovido, se minha mãe não tivesse bigode”, etc.  É compreensível, o que resta aos mortos de fome dizer após mais um empalamento?

Só sei que o futebol carioca, por causa do excessivo apequenamento dos nossos adversários locais, está em vias de perder mais um clássico. Há anos já perdemos o Flamengo x América, o Flamengo x Foguinho vai pelo mesmo caminho e virou um jogo de cartas marcadas onde a cachorrada precisa de 10 jogos para vencer 1. Agora o Flamengo x Vice, que outrora foi conhecido como clássico dos milhões vai adotando o formato de mais um joguinho pra meio de semana, com resultado previsível e nenhuma conseqüência na definição do campeonato.

Só sobrou mesmo o Fla x Flu, que apesar da indigência técnica e moral das flores ainda reserva emoções e adrenalina para a torcida. Provavelmente porque extrapola o futebol ao envolver uma disputa filosófica e comportamental entre dois estilos de vida diametralmente opostos. Burguesia x proletariado, Veuve Clicquot x Praianinha, GLS x heterossexuais. Disputa futebolística que é bom já saiu de cena faz tempo no Fla x Flor.

É chato admitir a falência de um campeonato tão simpático e tradicional, mas o Flamengo simplesmente não tem mais adversários nos limites do estado. O Foguinho, vergonha das vergonhas, precisa apagar a luz do estádio alugado pra conseguir vencer o galáctico Olaria. O Flor paga mico semana sim, semana também e o bacalhau, bem o bacalhau adquiriu a ignominiosa morrinha de segunda divisão e vai ter que ralar muito nas ostras para conseguir tira-la. O nosso antigo rival, de saudosa memória, está cada dia menor. E nessas condições é forçar muito a barra chamar o jogo contra eles de clássico.

Por isso mesmo não estou com a menor paciência pra falar sobre a protocolar, previsível e desenxabida vitória do Mengão Fuderosão sobre o freguês da pocilga de São Janú. Já falamos demais sobre a suprema desimportância desse nosso Carioca, um campeonato cuja relevância vem sendo solapada ano após ano pela incúria da cartolada, pela ausência de uma política de esportes no estado e pela maneira covarde e antipatriótica com que os clubes vêm se sujeitando aos desmandos das emissoras de TV que fazem o que querem para alcançar seu objetivo. Que é, simplesmente, acabar com o hábito de se freqüentar estádios. Essa é a única explicação plausível para essa palhaçada de clássico às 19:30 de domingo. O público ridículo (37 mil presentes) mostra que esse objetivo está muito próximo de ser alcançado.

Para salvar nosso futebol moribundo o melhor que o Flamengo faria seria abandonar a disputa desse regional. Escalem um time de aspirantes e passem o primeiro semestre disputando apenas a Libertadores e amistosos pelo Brasil e pelo mundo. Além de darmos uma chance à arcoirizada safada, que na bola não ganha nada, não esquentaríamos tanto a cabeça por motivos torpes e faríamos uma preparação bem mais eficiente para o Campeonato Brasileiro, que no fim das contas é hoje a única competição que presta no Brasil.

Sempre fui fã do Carioca, mas agora babou. Não vejo a hora dessa palhaçada ser extinta de uma vez por todas. Não faz sentido o Flamengo disputar o campeonato sozinho e arcar com o ônus de carregar a arcoirizada incompetente nas costas. Quem pariu Mateus que o embale. Nós não precisamos disso, temos torcida no Brasil inteiro. Tá na hora do Mengão, sempre pioneiro, tomar a iniciativa e comprar mais essa briga. Em nome do futebol brasileiro.

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Mengão Sempre

Podcast do Urublog confirma: Ôôô O Meu Freguês Voltou!!!

seg, 15/03/10
por Arthur Muhlenberg |

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Mengão Sempre

Nem Digo Mais Nada.

dom, 14/03/10
por Arthur Muhlenberg |
categoria Carioca 2010

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Diz você aí, fera.

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Mengão Sempre

Petkovic – Esculachador Mor de Bacalhau

sáb, 13/03/10
por Arthur Muhlenberg |
categoria Carioca 2010

fla3x1vasco-petFalar o quê dos caras, meus amigos? O bacalhau já ta de molho desde quarta-feira quando comprei minha entrada pro jogo. Mas fiquei um pouco decepcionado com a recepção ao post anterior. Não falo dos rubro-negros que faltaram à aula de interpretação de texto e entenderam tudo errado. Até porque já perdi as esperanças com esses malas que pensam que a adesão cega aos preceitos fascistas do politicamente correto substitui o hábito da leitura. Quem me decepcionou foram os viceínos, que andam tão por baixo que sequer tiveram forças pra se indignar com a presepadinha pré-clássico. Foi uma pena porque acho legal a troca de idéias  com os adversários nos comentários. Principalmente quando eles estão putinhos.

Mas eu entendo os caras, não deve ser mole completar nesse domingo 2548 dias seguidos sem ganhar um título de expressão (vencer a Série B é apenas a confirmação de uma vergonha). Isso pra não falar nos 7925 dias sem ganhar uma final do Flamengo (21 anos completos e uns quebrados) e nos 40.744 dias sem Título Mundial. (Valeu, Naza!).

Como sei que o Sofrimento Não Pode Parar deixo os amigos com a narração sóbria e imparcial de Luis Penido do humilde gol do sérvio sinistro que se amarra em detonar com os vices. Quem sabe se amanhã ele não apronta mais uma dessas pra cima dos sofredores da camisa feiona?

Estou torcendo muito para que os microcéfalos das duas torcidas que tentam transformar o Clássico dos Milhões em cenário pra suas barbáries de violência e ignorância sejam igualmente infelizes e quebrem as fuças. O GEPE ta aí mesmo, pronto pra enquadrar esses babacas e botar na tranca dura quem tentar atrapalhar a vida de quem só quer curtir o futebol na paz. E que fiquem tomando sopa de pedra até aprenderem que futebol é um esporte para humanos e não para animais.

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Mengão Sempre

Atenção, Chegou Chatuba, Hein? Vamo Esculachar!

sex, 12/03/10
por Arthur Muhlenberg |
categoria Carioca 2010

Moleque Playboy!!!

Moleque Playboy!!!

Andamos de Redley, viemos pegar mulher. A Chatuba de Mesquita o bonde do Nike Air… Não, não, nada disso, amigos e amigas. Esse assunto já morreu. No post de hoje falaremos sobre família. Que podemos definir como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interação dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transacionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros.

Hoje em dia, entre os estudiosos mais sérios do futebol e suas relações sociais, existe o consenso científico de que o futebol carioca decalca com assombrosa verossimilhança a estrutura de uma família celular. Uma família onde o Mengão, macho alfa por excelência, é naturalmente o pai. Poderoso, colérico e intolerante, apesar de justo, o Mengão Paizão Severo é sempre forçado a usar de violência para manter a ordem no lar. Distribui reprimendas físicas ao menor desvio de comportamento de seus familiares e todos o respeitam e o temem.

O Bacalhau é a mãe, impotente e submissa, vive apanhando na frente dos filhos, mas é fiel, respeitadora dos dogmas e o maridão vem sempre em primeiro lugar. O que explica seu espantoso talento para o vicecampeonatismo. O Flor é a filha safada e indulgente que gosta de se promover e mesmo sendo de menor tenta se passar por gente grande. Se maquia, passa pó de arroz e se faz de difícil, mas é só apertar que ela abre as pernas para qualquer um. O Foguinho é o filho bastardo, desprezado pela mãe e ignorado pelo pai. Nunca ganha nada, nem no Natal, nem no dia das crianças. Só mesmo na Páscoa quando o Paizão dá um chocolate. Muitas vezes não é preciso nem que o pai bata para que comece a chorar descontroladamente.

Vamos combinar, não é moleza agüentar uma família desajustada e disfuncional como essa. Por isso mesmo que para se divertir e se motivar o Paizão está sempre arrumando aventuras em outras quebradas e dando pouca atenção ao campeonatinho familiar que no fim sempre vence. Mas com uns filhos desses quem é que pode culpar um pai que prefere trabalhar na rua a voltar pra casa? E tem mais, com o tempo a previsibilidade e o enfado comum aos casamentos monogâmicos se instalou e o Pai já não chega na mãe com mesma freqüência de anos atrás. Inclusive, deixou a mãe de castigo, na seca e dormindo no quarto de empregada, durante o ano passado inteirinho. Mas mesmo estando mais interessado em conquistas nacionais e internacionais, em nome da continuidade da família o Paizão vai ter que dar um confere na baranga de fé nesse domingo.

Quem sou eu pra ousar dar conselhos a um chefe de família que controla com tamanha mão de ferro aos seus subordinados, mas já que o Papai Mengão resolveu encarar o bacalhau caseiro é melhor que o faça direito. Nada dessa idéia moderninha de poupar titulares ou pospstars que podem estar cansadinhos. Isso não existe em tempo de guerra, meu chapa. Andrade tem é que aproveitar o carioqueta pra botar a turma toda em campo no domingo pra treinar forte pro jogo verdadeiramente importante. Isto é, a partida contra a La U na quarta-feira, na trepidante Santiago. Domingo é coletivo com uniforme completo.

Mas vejam como podem ir longe os delírios dos arcoiristas. Mesmo com sua bárbara torcida revoltada, fazendo greve de comparecimento e de mau com o técnico e meio time o Vice da camisa feiona chega pra nos enfrentar todo animadinho e embalado pela escrita. É fato que 2009 foi o melhor ano da vida deles no século XXI. Principalmente em função de terem conseguido, inteiramente por obra do acaso,  emplacar um ano inteiro sem apanhar do Pai Mengão, sempre tão pronto a aplicar violentas e educativas coças no lombo do bacalhau. Uma invencibilidade temporária  que lá pros lados de São Janú foi comemorada como se título fosse.

Não resta mesmo alternativa ao Mengão. Precisamos temporariamente descer das altas cordilheiras continentais e retornar a Lilliput para doutrinar a vizinhança outra vez. O Flamengo tem até alguns motivos para, não ria agora, querer enfrentar o Vice. Adriano, em violenta crise de abstinência (5 jogos sem fazer gol) e revoltadaço com a imprensa esportiva de fofoca não vê a hora de encarar uma molezinha como a zaga formada por Fernando Brucuta e Dedé (hahahahahaha), calar a boca da Sônia Abrão e tirar a barriga da miséria. Sem falar do bom e inesquecível Maldonado, que necessita de desafios menos puxados que o jogo contra o Barcelona para completar suavemente sua recuperação. O jogo-treino de domingo é ideal para que o chileno vá ganhando ritmo de jogo.

Estou ligado que não devemos deixar o sucesso subir à cabeça e que o sapatinho é a nossa lei.  A modéstia é um fardo e às vezes cansa ser humilde, mas dessa vez não tem jeito. Estamos mesmo precisando do Vice. E para o bem da família do futebol carioca o Papai Mengão vai ter que chacoalhar  essa Mãe-Bacalhau outra vez. Haja Viagra.

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Mengão Sempre



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