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Falta de comunicação

seg, 22/06/09
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Caros amigos do Blog,

apesar de não ter assistido ao jogo entre Atlético-MG e Santos, neste domingo (daqui da África do Sul apenas li algo pela internet), abro um pequeno espaço para a discussão dos erros da arbitragem. Sinceramente, faltou comunicação entre o árbitro Djalma Beltrami e seus assistentes. Algumas poucas palavras poderiam ter evitado tanta polêmica e confusão. Talvez o time da casa não tivesse marcado, nada tivesse sido anulado, etc. Melhor não pensar no que poderia ter sido.

Sobre o que de fato aconteceu, recebi uma quantidade grande de emails comentando a jogada. Por mais curioso que pareça, muitos torcedores do Galo se mostraram surpresos com as marcações, e reprovaram a atuação do árbitro, apesar das ações dele terem beneficiado seu próprio time.

Substituição de árbitro é caso de polícia

sáb, 06/12/08
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categoria Brasileirão


Fui informado na tarde deste sábado sobre a verdadeira história da substituição do árbitro da decisão entre Goiás e São Paulo, neste domingo, no Bezerrão.

Obtive informações que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi procurado na manhã deste sábado por uma pessoa que dizia que o árbitro Wagner Tardelli teria recebido uma correspondência às vésperas da partida. Ainda não se sabe se na correspondência continha suborno ou ameaças.

Preocupado em preservar o árbitro e o espetáculo, Ricardo Teixeira de imediato falou com Sérgio Correa, presidente da comissão de arbitragem, que procurou Wagner Tardelli. O árbitro negou ter recebido qualquer correspondência, mas, por precaução, a comissão decidiu afastá-lo da “decisão” deste domingo.

A bomba vem no fim: Ricardo Teixeira irá entregar o nome da pessoa que sabia sobre o caso na próxima segunda-feira, ao Ministério Público.

Após o sorteio entre Djalma Beltrami e Jailson Macedo Freitas, o baiano levou a melhor. E está com o abacaxi para descascar.

O erro de Simon

seg, 24/11/08
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categoria Brasileirão

Na semana passada, durante o programa “Arena SporTV”, de Cleber Machado, o árbitro Carlos Eugenio Simon foi entrevistado, e declarou que um dos maiores erros da sua vida foi não ter marcado um pênalti a favor do Atlético-MG contra o Botafogo, no Maracanã, que decidiria vaga na semifinal da Copa do Brasil de 2007. Ao chegar em casa e ver o taipe, não conseguiu dormir e toda as vezes que pode, pede desculpas pelo erro. Ele foi muito elogiado por reconhecer esse erro, mas segundo um escritor famoso, Nelson Rodrigues, traições e erros nunca se podem confessar, porque serão um dia uma arma contra você.

No dia de hoje fui procurado por vários torcedores rubro-negros para saber: e agora, será que ele vai confessar e pedir desculpa mais uma vez? Todos se referindo ao pênalti não marcado em Diego Tardelli, no último domingo, aos 47 minutos do segundo tempo. Os mais fanáticos chegam a dizer que o Flamengo está fora da próxima Copa Libertadores por causa desse pênalti, dando uma responsabilidade maior a jogada. De fato, olhando o lance friamente pela televisão, o zagueiro do Cruzeiro e ex-Madureira, Léo Fortunato, foi muito estabanado para impedir um possível drible do Tardelli. Foi um pênalti claro, infantil e desnecessário. O interessante é que o Simon estava a menos de cinco metros da jogada. A pergunta que todos fazem para mim é a seguinte: faltou coragem ou o aspecto psicológico que impediu a marcação do pênalti?

Para mim, estava na cabeça dele a incerteza quanto a um lance ainda no segundo tempo do Toró no Thiago Ribeiro (possível puxão na grande área). Ele não tinha certeza se ao deixar o lance correr estava certo ou errado. Uma certeza eu tenho: aquilo impediu que ele interpretasse o lance do Tardelli corretamente. Foi um erro imperdoável e que ficará marcado na sua carreira, do árbitro que vai nos representar na próxima Copa do Mundo. Ainda não é oficial essa indicação, mas tudo leva a crer.

Obina é esperto

seg, 17/11/08
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categoria Brasileirão

Obina sofre falta no meio de campo de Gustavo, zagueiro do Palmeiras. Leonardo Gaciba apita. O jogo está paralisado. Gustavo não continua com a ação faltosa e Obina, espertamente, escapa e anda 8 metros em direção ao gol defendido por Marcos. Nesse momento, Obina se abaixa, pega a bola com a mão e cobra rapidamente, ganhando uma vantagem por não ter cobrado a falta no lugar devido. Na seqüência, Fábio Luciano manda para Marcelinho, que toca para Íbson, e sai o segundo gol do Flamengo.

O que me impressiona é que alguns torcedores vieram me perguntar porque que o juiz não deu a lei da vantagem. A lei da vantagem é facultativa e o árbitro decide aplicar ou não. O que não pode são torcedores justificarem que o Obina bateu fora do lugar porque o Gaciba não teria dado a tal lei da vantagem. Um erro não justifica o outro. É o mesmo que o juiz marcar uma falta na intermediária e a atacante querer bater a infração na meia-lua. Tá de brincadeira.

Arbitragem preguiçosa, Seneme e Luxa

seg, 03/11/08
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categoria Brasileirão


* Eu sou um admirador do estilo de arbitrar de Carlos Eugênio Simon. No entanto, quando está disposto a correr. Por causa da sua acomodação, ele deixou de dar dois pênaltis no clássico entre Fluminense e Vasco. Em ambos os lances, Simon estava muito longe da jogada, fugindo de sua tradicional característica, que é apitar sempre próximo da bola. Mas a culpa não é só dele, e sim da comissão de arbitragem da CBF que o escalou na última sexta-feira para Avaí e Ponte Preta, em Florianópolis, em um jogo dificílimo e debaixo de um temporal. Não deu outra. Domingo, no Maracanã, passeou no gramado. Para um árbitro com o seu prestígio, e que deverá ir a copa do mundo, por melhor preparado que esteja, não da para escalá-lo dessa forma.

* Eu que sempre reclamo dos árbitros que transferem para os assistentes a responsabilidade de um lance polemico, tenho que reconhecer que o árbitro Wilson Seneme agiu de forma correta em não levar em consideração a informação do assistente. Kleber Pereira não fez o gol com a mão. O assistente ao não correr para o centro, depois que o juiz apontou o gol, não podia ter ficado parado apenas por impressão de que houve alguma irregularidade, e sim, só se tivesse certeza, já que o juiz apontou o centro de campo. Wilson Seneme foi muito moroso, até certo ponto muito devagar ao consultar o assistente. Uma confusão muito grande e desnecessária pela falta de agilidade do árbitro.

Já o técnico Vanderlei Luxemburgo, com a desculpa de retirar os seus jogadores que reclamavam do arbitro dentro de campo, não tem o direito de invadir, e por isso foi justamente expulso. Imagine se todos os técnicos fizessem o mesmo para impedir uma decisão da arbitragem…

Jogo dos quatro erros

qui, 30/10/08
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categoria Brasileirão


A vitória do São Paulo sobre o Botafogo na noite de ontem, no Engenhão, teve de tudo, sobretudo erros. No primeiro gol do Tricolor Paulista o goleiro Renan procurou sair rápido e errou, dando a bola de presente para o Jean, que teve calma de encobrir o goleiro e abrir o placar. No empate do Alvinegro, foi a vez do Miranda errar. Quis sair jogando e foi apertado pelo Wellington Paulista, que acabou marcando. Já no segundo gol do São Paulo, Leandro Guerreiro tocou a bola para Diguinho, que ao tentar domina-la, deixou-a escapar. Caminho livre para Dagoberto e Hernanes, autor do gol da vitória. É bom registrar que Diguinho após o jogo reconheceu não só o erro como também a falha do companheiro Renan. Mas, no assunto que me toca, que é a arbitragem, houve um erro duplo no gol que seria o empate do Botafogo.

A regra é clara. De uns anos pra cá, a Internacional Board, que confecciona regras, tem dado ênfases na lei do impedimento, e o jogador para ser punido não basta apenas estar em posição de impedimento, como estava o Wellington no momento do chute de Lucas. Ele tem que participar da jogada, isto é, tocar na bola, ou atrapalhar a visão do goleiro, por estar naquela posição adiantada. Para mim, o lance foi normal.

Sem querer justificar esses erros, eu quero dizer que o assistente, Renato Miguel Vieira, lá da linha lateral não dava para precisar se a bola havia tocado ou não no atacante do Botafogo. Embora, cá pra nós, o arbitro Sérgio da Silva Carvalho, que estava na entrada da área, estava de frente para o chute e viu que a bola passou por debaixo da perna dos defensores do São Paulo e a meio metro do Wellington. Daí a razão de ter apontado o centro do campo. Mas quando ele foi consultar o assistente, ele podia ter agradecido a informação e confirmado o gol. Ele errou também.

O mais interessante é que o goleiro Rogério Ceni, após tentar a defesa e não conseguir evitar o gol ficou deitado de barriga pra cima alguns segundos lamentando o gol de empate quase ao final do jogo, que praticamente tiraria o São Paulo da posição invejada da tabela. E, ao ver que os jogadores corriam e apontavam para o bandeirinha, ele correu também muito mais para apoiar os companheiros na pressão do que propriamente ter convicção de que o gol foi ilegal.

E vocês, o que acham?

O gol de Washington e a pergunta de hoje

seg, 27/10/08
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Todos nós vimos na Olimpíada que o jogador de vôlei costuma fazer corta-luz na rede. Isto é, ele finge que corta, faz o movimento com o braço e vem um companheiro por trás para definir o ponto. Se um atacante fizer esse corta luz no futebol para a bola entrar direto ou o companheiro fazer o gol de cabeça, o arbitro não pode marcar toque de mão, mas pode punir esse atacante por atitude antidesportiva. Tiro livre indireto.

Essa é a explicação para que você, leitor, entenda a situação. Em nenhum momento no primeiro gol do Fluminense sobre o Palmeiras o Washington fez um movimento de que iria dar um soco na bola e deixou de dar. O que aconteceu foi que a cobrança da falta foi muito bem cobrada, tanto que o Martinez não conseguiu impedir que o Washington fosse na bola, mesmo que atrasado. Washington, na verdade, foi até atrasado e todo desengonçado, como ele é. Quando viu que não tocaria na bola, ele tira o corpo e, ao mesmo tempo o braço da frente, impedindo o toque de mão. Desta forma que eu vi o lance e interpretei como gol legal.

Aliás, o goleiro Marcos, entrevistado pela TV GLOBO ao retornar para o 2º tempo, reclamou justamente da sua defesa que permitiu que o Washington surgisse à sua frente. Em nenhum momento reclamou de alguma irregularidade nesse aspecto. Apenas correram em cima do juiz achando que ele tinha dado tiro livre indireto, o que não foi verdade, fortalecendo o meu argumento que naquele momento comentava o jogo para a TV Globo.

Pergunta do Bem, Amigos desta segunda-feira:

Um zagueiro salva o gol com a mão. A bola bate na trave, volta e o atacante faz o gol. Se você fosse o arbitro:

a)      Daria o gol e expulsaria o zagueiro?
b)      Marcaria o gol e não expulsaria o zagueiro
c)      Daria pênalti e expulsaria o zagueiro
d)      Daria gol e cartão amarelo

Cardápio de hoje: Paella Valenciana e vinho de Rioja. Se o Ronaldo, convidado de hoje, não quiser, come uma salada.

Suspenderam a promessa

seg, 20/10/08
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O Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, tanto colocou nos sorteios o seu “juiz da moda” que acabou enjoando dele como é a moda: tudo passa. Para mim, ele é uma revelação desse Campeonato Brasileiro justamente porque teve a coragem de se diferenciar dos outros. Isto é, deixar o jogo correr sem medo de perder o controle da partida. Diferentemente de outros árbitros que ficam picotando o jogo com apitos estridentes e desnecessários, paralisando o andamento do jogo. Assim, não há a preocupação de que o jogo descambe para a violência e ele tenha que tomar uma medida mais drástica.

A crítica que sempre fiz ao Leandro Vuaden, que muitos colegas do “Bem, Amigos” não entenderam, é que ele estava exagerando, e tinha que encontrar um meio termo.

Nesse último domingo, estava escutando o jogo pela Rádio Globo, quando José Carlos Araújo, o Garotinho, disse uma frase que resume tudo: “Deixar a bola rolar não é deixar o pau cantar”. Essa “suspensão” que a comissão de arbitragem deu ao Leandro Vuaden tem seus motivos. E pelo menos acalma os enfurecidos torcedores tricolores, revoltados com a não marcação de dois pênaltis.

Uma atitude longe de ser a solução, até porque outros também deixam de marcar pênaltis e não acontece nada. O importante seria uma conversa muito mais técnica com o arbitro promissor. Caso contrário, é mais uma esperança que fica pelo meio do caminho.

Pergunta do “Bem, Amigos” desta segunda-feira, feita pelo instrutor de arbitragem de são Paulo Erri. Um estudioso que gosta de fazer perguntas quer pegar seus alunos:

Um jogador é expulso quando entrava no seu vestiário, viu que o seu goleiro foi encoberto por um atacante e que a bola ia entrar no seu gol. Ele sai correndo, consegue entrar em campo, toca na bola com a mão, mas não consegue impedir o gol. Se você fosse o arbitro:

A)    Aplicaria a lei da vantagem e o gol

B)     Marcaria pênalti

C)    Daria bola ao chão

D)    Daria tiro livre indireto

Vale um jantar. E hoje é um Filet à Parmegiana com salada de batata, acompanhado por vinho português da região do Douro.

Substituição dos árbitros da Fifa

qui, 16/10/08
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categoria Brasileirão


Até final do mês o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, estará levando em mãos para a sede da FIFA, em Zurique, uma nova lista de árbitros para o quadro da instituição máxima do futebol no ano de 2009. Conforme o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Correa, prometeu em varias entrevistas, a condição de árbitros e assistentes não é vitalícia. Sérgio pediu que os árbitros não costurassem o escudo da FIFA na camisa, e sim colocassem um velcro, porque a qualquer momento quem não tivesse em boa fase seria substituído. E assim já o fez nos últimos anos. Sendo que em 2008, provavelmente venham substituições que vão causar impacto.

É bem provável que três árbitros sejam substituídos do quadro. O carioca Djalmi Beltrami, o carioca-catarinense Wagner Tardelli e o mineiro Alício Pena Jr. Cogita-se o retorno do paulista Wilson Seneme e a promoção de outros dois mais jovens. A razão dessa substituição é que esses árbitros não tenham muito mais a dar em termos de arbitragem internacional.

Não é uma informação oficial, mas está correndo na rádio do apito a todo vapor.

Acabou a impunidade

qui, 16/10/08
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categoria Brasileirão, STJD


O STJD deu um belo exemplo de punições rigorosas pra quem reclamava de impunidade. Uma das razoes da indisciplina e violência que acontecem no futebol brasileiro em alguns casos é que os tribunais acabam passando a mão na cabeça dos réus. Era só ter um advogado competente para garantir a absolvição.

Mas nesse ano o tribunal resolveu agir com rigor. O árbitro agora relata na sumula, como foi o caso de Jorge Henrique, do Botafogo e Léo, do Grêmio, que trocaram cotoveladas com a bola em jogo. Com base na sumula de Héber Roberto Lopes, os jogadores pegaram 120 dias cada. Outro caso é do jogador Carlos Alberto, que sequer foi citado na súmula, mas as imagens da TV mostraram um ato reprovável. Punição de 8 jogos.

Mas teve um caso que está me intrigando, e é um precedente perigoso. O uruguaio Richard Morales deu um carrinho no jogador do Botafogo, que para muitos, ao rever o lance, era caso passível de expulsão – apenas levou um cartão amarelo. Não vi o jogo, não posso julgar em quais circunstancias e situação de jogo aquele carrinho foi dado. Posso até achar que cabia um cartão vermelho, mas tenho que respeitar a interpretação do árbitro.

Daí o auditor do tribunal discordar da decisão do árbitro e considerar que aquilo foi uma agressão, e aplicar uma punição de 8 jogos, é um precedente perigoso. Ao mesmo tempo em que o tribunal está desconsiderando a decisão da autoridade máxima em campo, está extrapolando as suas funções. E, para fazer o serviço completo, teria que punir o árbitro por não aplicar corretamente as leis do jogo, como consta no código disciplinar. Esta função de punir o árbitro administrativamente por não ter interpretado corretamente aquele lance cabe muito mais à comissão de arbitragem do que propriamente ao tribunal.

Portanto, considerar esse tipo de punição é exagero. O que vai provocar um pedido de efeito suspensivo e que, se concedido, vai acabar deixando o tribunal de saia justa.



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