Foi castigo
Deixei para hoje o comentário das arbitragens de Inter x Corinthians e Grêmio x Cruzeiro para poder fazer uma comparação entre elas. No jogo de quarta, o clima era bem pior do que no de quinta-feira.
Dirigentes irresponsáveis começaram a fazer uma guerra de nervos fora do campo, com direito a vídeos, tendo em vista sempre levar vantagem. Esse tipo de malandragem deveria ser banida. O tribunal deveria punir os dirigentes que usam esses artifícios, mas no entanto, fica calado.
O árbitro Ricardo Marques (sobrenome de um dos maiores árbitros brasileiros de todos os tempos - aliás, o jeito de apitar do Ricardo me lembra muito o dele) fez um trabalho bem criterioso. Ele foi muito rígido, em certos casos até exageradamente, mas obteve um bom resultado. Os jogadores não souberam se portar, acredito que muito influenciados por declarações dos dirigentes de seus clubes.
Antes, eu estava preocupado por sua falta de experiência, apesar de ter sido promovido (prematuramente) ao quadro da Fifa. Agora, digo que ele Ricardo Marques se saiu bem e que sua atuação, de forma alguma, teve influência no resultado do jogo.
Na partida de quinta, foi mais uma vez fortalecida a tese de que o nome do juiz apita o jogo. Antes do confronto também teve uma onda muito ruim, muita polêmica envolvendo uma acusação de racismo.
Quando chegou a hora, Oscar Ruiz mostrou que não é à toa que já apitou duas Copas do Mundo e que, com certeza, irá à terceira. Dominou o jogo e também teve uma boa atuação. Não influenciou em nada o resultado.
Mais uma vez, o castigo veio a cavalo. As equipes gaúchas fizeram tanta pressão sobre a arbitragem que não renderam tudo o que sabem e foram envolvidos por seus adversários. Foi um castigo.
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